Atuações Diversas - Dramaturgia

Eduardo Campos inaugura-se na atividade teatral como ator, em 1939, a interpretar o papel de Jesus em "Jesus Crucificado", drama religioso encenado no teatrinho do Educandário Santa Maria, em Fortaleza.

Em 1940 já atuava no Teatro São Gerardo em comédia de sua autoria. Ano seguinte, ao lado de Artur Eduardo Benevides, atual presidente da Academia Cearense de Letras, funda o Teatro Escola Renato Viana, no qual atua repetidas vezes como diretor, ator e autor.

Em agosto de 1950 marca de modo afirmativo presença no teatro, com a encenação da peça de vanguarda, "O Demônio e a Rosa", assinalando importante momento da dramaturgia cearense.


Em 1950, através de Eduardo Campos, os apreciadores de teatro assistem em "O Demônio e a Rosa" a estréia de uma nova proposta de vanguarda da dramaturgia, ousada e inovadora peça de Eduardo Campos, encenada pelo Teatro Universitário. Cenário do pintor Zenon Barreto e figurinos de Flavio Phebo. A ação transcorre em dois planos, o real e o da irrealidade. Em percurso envolvente mensagem de poesia e exaltação ao amor. Em cena Elza Bernardino (Elga) entre Diana Magalhães e Giovani Xavier.

Houve-se com sucesso, depois, com "Os Deserdados". No espetáculo dividiu a direção com Valdemar Garcia.


Montagem da peça executada com o projeto de Floriano Teixeira. No palco Tiago Otacílio de Alfeu e Elza Bernardino. A peça transcorre em atos divididos em quadros, em três planos de ação simultânea. Foi seguidamente aplaudida em cena aberta. (Teatro José de Alencar, 1952).

Autor das peças mais representadas no Ceará: "O Morro do Ouro" e "Rosa do Lagamar". Textos que escreveu, para o teatro, marcam em conjunto até o ano de referência (2000), mil espetáculos vistos por platéias não apenas de Fortaleza, mas de várias cidades do Ceará, e em capitais como Rio, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, São Luís, Recife, Vitória, Belém, Manaus, dentre outras.


Flagrante do numeroso público presente ao Teatro José de Alencar, na estréia de "O Morro do Ouro", em 1963, encenação da "Comédia Cearense", à frente B. de Paiva e Haroldo Serra.

"O Morro do Ouro" dá nome à sala de espetáculos, anexo do Teatro José de Alencar, em Fortaleza - "O Morro do Ouro" também inauguraria vários teatros no Ceará.

Em 1996, sob direção de Marcelo Costa, "A Donzela Desprezada" faz a estréia do novo e moderno Teatro do IBEU, em Fortaleza.


Inaugurando o Teatro do IBEU, em Fortaleza, em 13 de agosto de 1995, o "Grupo Balaio", sob a direção de Marcelo Costa, de Eduardo Campos, apresenta a comédia "A Donzela Desprezada". Em cena, em primeiro plano, Kátia Camila e Ivany Gomes.

Eduardo Campos realizou-se em teatro, ora como ator, ora como autor, e não de raro diretor de cena, e pintor de cenários, arte que aprendeu com Gerson Farias, nome nas artes plásticas e cenografia do Ceará.


Trechos da Peça "A Donzela Desprezada" - Data: 02/09/1995